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Como o fim do pedágio no Paraná pode interferir no transporte rodoviário?

Fim do pedágio - CargOn

A partir do dia 28/11, o pedágio no Paraná deixou de ser cobrado nas estradas, após 24 anos. No dia 26/11, o funcionamento de 14 praças foram suspensas e no dia 27/11, outras 13 também, totalizando 27 praças com cancelas abertas.

O fim dos contratos de concessão é o motivo que levou à não cobrança de pedágio no Paraná. Neste artigo, te explicaremos melhor essa situação e quais os impactos e interferências que isso causa no transporte rodoviário.

Por que o pedágio no Paraná não será cobrado?

No dia 28/11, chegou ao fim a concessão das estradas que compõem o Anel de Integração do Paraná. O Governo Federal optou adiar o cronograma de assinaturas dos novos contratos de concessão das estradas do Paraná, que cobravam as tarifas mais caras de nosso país.

O fim da concessão e o adiamento das assinaturas dos novos contratos levou à suspensão de cobrança de pedágio no Paraná por pelo menos um ano, deixando as cancelas das rodovias abertas.

Outro fator que acarretou essa situação foi o fato de certas empresas não cumprirem os contratos e, algumas delas, serem alvo de operação da Polícia Federal, fazendo o Governo do Paraná decidir por não renovar as concessões.

Agora, os contratos de pedágios serão divididos em seis lotes, indo a leilão separadamente. A decisão de cada lote será feita em disputa livre na Bolsa de Valores, tendo como vencedor a empresa que conceder o maior desconto na tarifa base dos pedágios.

Praças com cancelas abertas no Paraná

Abaixo, confira a lista com todas as cancelas abertas no Paraná:

Caminhos do Paraná

– Porto Amazonas (BR-277)

– Irati (BR-277)

– Prudentópolis (BR-277)

– Imbituva (BR-373)

– Lapa (BR-476)

Rodonorte

– São Luiz do Purunã (BR-277)

– Ortigueira (BR-376)

– Imbaú (BR-376)

– Tibagi (BR-376)

– Palmeira (BR-376)

– Carambeí (PR-151)

– Jaguariaíva (PR-151)

Ecovia

– São José dos Pinhais (BR-277)

Econorte

– Jacarezinho (BR-369)

– Jataizinho (BR-369)

– Sertaneja (PR-323)

Viapar

– Mandaguari (BR-376)

– Castelo Branco (BR-376)

– Arapongas (BR-369)

– Floresta (PR-317)

– Campo Mourão (BR-369)

– Corbélia (BR-369)

Ecocataratas

– Candói (BR-277)

– Laranjeiras do Sul (BR-277)

– Cascavel (BR-277)

– Céu Azul (BR-277)

– São Miguel do Iguaçu (BR-277)

Praças que mantém a cobrança de pedágio no Paraná

Embora 27 praças estejam com as cancelas abertas, quatro ainda mantêm a cobrança de pedágio normalmente, por estarem fora do Anel de Integração do Paraná. Essas praças estão sobre gestão da Arteris e tem seus contratos vigentes até 2033, sendo elas:

  • No km 635,1 da BR-376, em São José dos Pinhais. Tarifa básica de R$ 4,10 (Arteris Litoral Sul);
  • No km 134 da BR-116, em Fazenda Rio Grande. Tarifa básica de R$ 6,20 (Arteris Planalto Sul);
  • No km 204 da BR-116, em Rio Negro. Tarifa básica de R$ 6,20 (Arteris Planalto Sul);
  • No km 57 da BR-116, em Campina Grande do Sul. Tarifa básica de R$ 3,40 (Arteris Régis Bittencourt).

Reflexos no transporte rodoviário para ficar de olho

Embora a liberação das cancelas e suspensão das cobranças de pedágio no Paraná pareçam trazer só benefícios, elas refletem diretamente no transporte rodoviário, trazendo algumas mudanças em pontos como:

  • Nova direção do tráfego ao chegar nas cancelas;
  • Novos responsáveis pelos trechos;
  • Alterações nos valores das tarifas quando voltarem;
  • Criação de novas praças de pedágio futuramente;
  • Novidades nas manutenções das estradas;
  • Novos direcionamentos em casos de emergência na estrada;
  • Novidades no serviço de guincho nesses trechos.

Confira abaixo os detalhes de cada item citado.

A direção do tráfego ao chegar nas cancelas agora deve ser feito pelas laterais, desviando da estrutura dos pedágios, pois as faixas centrais estão bloqueadas.

Nas pistas centrais, em que ficam as cabines, o tráfego está bloqueado em ambos os sentidos, tendo novas sinalizações sendo instaladas para alertar os motoristas.

Os novos responsáveis pelos trechos são os governos estadual e federal, que fecharam acordos para que os trechos da Econorte e da Caminhos do Paraná tenham os serviços de assistências prestados por concessionárias.

No que diz respeito às alterações nos valores das tarifas quando elas voltarem, as notícias são boas! O Governo do Paraná estima que elas sejam de 40% a 50% mais baratas do que as que estavam em vigor.

Quanto a criação de novas praças de pedágios, o Governo também indica que serão 15 novas praças previstas no pacote de obras, além de outras novidades na manutenção das estradas, como:

– A duplicação de quase 1,8 mil quilômetros;

– Instalação de redes de Wi-fi ao longo de todos os trechos de concessão;

– Construção de 10 contornos urbanos;

– Construção de faixas adicionais em rodovias já duplicadas;

– Implantação de terceiras faixas;

– Câmeras de monitoramento;

– Iluminação LED.

Os novos direcionamentos em casos de emergência na estrada são um dos pontos mais importantes para os motoristas de transporte rodoviário ficarem de olho! Os novos direcionamentos de chamadas para esses casos são:

– Ligar para o 191 em casos de: problemas na pista em rodovias federais (BR);

– Ligar para 198 em casos de: problemas na pista em rodovias estaduais (PR e PRC);

– Ligar para 190 em casos de: interrupção de pista e outras ocorrências;

– Ligar para 193 em casos de: situações de acidentes com vítimas, tanto em rodovia federal quanto em rodovia estadual;

O Governo do Paraná afirma que o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado da Saúde sempre atuaram no atendimento pré-hospitalar das vítimas de acidentes rodoviários, com a mobilização das ambulâncias do Siate e do Samu, além de helicópteros.

Somente as rodovias do Lote 1 continuarão com o atendimento da concessionária, cobertas pela Econorte, que realizará os serviços de guincho mecânico e de ambulâncias para atendimento pré-hospitalar.

Por fim, as novidades no serviço de guincho apontam para que a remoção dos veículos seja feita pelos 94 guinchos da Polícia Militar, para remover os veículos e desobstruir as pistas em caso de acidentes. A garantia é que eles prestem esses serviços por pelo menos um ano.

Quando a situação for de falha elétrica ou mecânica, a responsabilidade da remoção do veículo da pista fica por conta do motorista, assim como em casos de panes mecânicas, como pneus furados e falta de gasolina.

Para a nova contratação, o Governo afirma que cobrirá os serviços de guincho para leves e pesados, com operações de atendimentos mecânicos, como troca de pneus, carga elétrica e afins.

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